Bom pessoal,
a meu pedido, uma pessoa que admiro muito aqui do Rio Grande do Sul, e que me
ajudou a entender melhor minha própria trajetória como Manso, contribuiu com um
artigo bem bacana sobre o BDSM e nossa realidade liberal. O texto é grande, mas
acho que pra quem tem conteúdo, a leitura vai com certeza valer muito à pena. Obrigado,
pela contribuição Júpiter!
Ulisses
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Fetichismo Liberal e o BDSM: Um Diálogo
Casual?
O fetichismo
humano tem uma diversidade tão grande de facetas, que me arriscaria a afirmar
que é praticamente ilimitado. Depois de mais de uma década perambulando por
muitas diferentes manifestações do impulso fetichista, e tendo escolhido o BDSM
como um porto para ancorar minhas práticas nesta fase da vida, venho buscar uma
interface entre o universo Cuckold e o fetichismo de Dominação sob a ótica
BDSM.
Como
Dominador, me senti honrado pelo convite de Ulisses para dissertar um pouco
sobre o universo Cuckold, em que elementos como a “traição consentida”, a
“humilhação erótica”, e até mesmo a “submissão masculina” no sentido FemDom,
estão presentes até de maneira informal e desapercebida pelo meio relativo ao
prazer em ver o prazer da parceira com outras pessoas. Especialmente quando
existe este impulso de “renúncia ao próprio prazer físico” em detrimento do
prazer da parceira e até mesmo de outros homens.
Este fetiche
é muito mais comum entre homens em relação à liberação do comportamento sexual
de suas parceiras do que o contrário. As mulheres tendem, de modo geral, a uma
certa possessividade em relação aos seus parceiros. Mas isso encontra
explicações inclusive biológicas
.
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No BDSM, onde
o acrônimo composto trás uma série de práticas compiladas que podem ser
combinadas entre elas, ou experimentadas separadamente, se divide, de modo
resumido (e muito resumido!) em:
B (Bondage): Práticas envolvendo
“escravidão” através de imobilizações eróticas, com cordas, correntes,
acessórios ou restrições mecânicas ou emocionais;
Disciplina: Jogo prazeroso de
Comando/obediência, envolvendo o controle corporal, físico ou mental de um
parceiro sobre o outro;
D/s (Dominação/submissão):
Semelhante ao anterior, todavia, composto pelo elemento continuidade.
Geralmente as relações D/s são compostas de uma parte Dominante, e outra
submissa, que atual de modo hierarquizado, havendo uma relação de “Poder/dever”
entre as partes. O prazer é o objetivo maior, e a prioridade em geral é o
prazer da parte Dominante. Mas ainda assim, realizando o prazer em “servir” da
parte submissa. Essa prática pode ser aliada ou não às outras práticas do BDSM;
S/m (Sadismo/masoquismo): A mais
conhecida face do BDSM, pela qual se popularizou no mundo a partir dos anos 70,
e com forte influência na estética dos anos 80, o S/m era conhecido das
revistas e redes liberais com S&M, geralmente atrelado à ideia de
“comportamento abusivo e violento”. Um equívoco comum, diga-se de passagem.
O S/m se
compõe da soma de duas vontades que se completam:
A parte
Sádica realiza-se pela imposição de sensações fortes, sejam elas dolorosas, degradantes
(dentro de padrões de segurança), ou
amendrontadoras. O sofrimento controlado, como humilhação - sempre pelo ponto
de vista erótico – podem estar presentes aqui. O sádico (também chamado de Top)
se realiza ao ocasionar à outra parte essas sensações, seja com instrumentos,
situações ou pelas próprias mãos. O prazer do sádico – ou um deles, pelo menos!
– reside fora de si mesmo, pois a existência de outra parte receptiva (geralmente
chamada de Bottom) é essencial para satisfazer este impulso. Atenção a esta
parte, podemos estar aqui falando, por exemplo, de uma esposa que sente
satisfação em fazer de seu marido um homem traído, e quem sabe, inferiorizado
sexualmente diante de outro homem, ainda que em ocasião transitória.
A parte
masoquista ou bottom, por outro lado, se satisfaz pela experimentação da
sensação forte de sofrimento controlado. Pode ser dor, humilhação, medo ou
inferiorização. Alguma semelhança aqui com um marido colocado na pouco
convencional
de corno manso, traído ou submisso? Pois bem, apesar de nem todo
mundo pactuar desta sensação, a notícia é um alerta: Progressivamente o homem
liberal vai se aproximando destas sensações, cada vez mais disposto a elas no
decorrer do tempo, conforme a disposição de cada um! E os parceiros eventuais,
solteiros, singles, machos ou “comedores”, como são costumeiramente chamados na
liberalidade, tendem à experimentação da posição sádica, com o tempo.
Cabe lembrar
que esta é uma leitura à partir do prisma das práticas BDSM, e que a grande
maioria dos maridos e esposas liberais desconhecem estas práticas, ainda que
sob nossa ótica, estejam inconscientemente praticando BDSM à suas maneiras.
A Particularidade das Experiências
Por muitos
anos, antes mesmo de me reconhecer e declarar um praticante de BDSM de postura
Dominadora, quando então me determinei com Dom Júpiter, vivenciei o mundo
liberal também como single, e parceiro de muitos casais ao longo dos anos. Esta
experiência me deu a oportunidade de observar muitos comportamentos e
expectativas, e estabelecer estas interfaces.
Não raro, o
marido liberal, candidato a ter uma esposa que lhe dá mais prazer ao entregar
seu corpo a outros homens, tem uma tendência à submissão a esta mulher, e
algumas vezes, também aos homens que a possuem. Considerando ser esta uma
postura julgada e condenada pela sociedade formal como bizarra e inaceitável,
admitir isso para estes homens é um desafio muito maior do que que se imagina.
Os conflitos e sentimentos de culpa são uma constante, e isso pode conduzir a
um comportamento sexual atípico e insatisfatório.
Recebi, ao
longo dos anos, muitos relatos de homens frustrados em seus relacionamentos,
por viverem relações que não os satisfazem, por serem convencionais e com
pessoas incompatíveis com suas fantasias. Mas o mais comum era o de homens que,
ao tentarem a experiência com suas esposas, viveram uma severa sensação de
arrependimento, e por vezes, atritos que levaram à separação. Este é um ponto
para o qual eu trago alertas importantes:
Considerações Importantes
Para se viver
uma relação aberta, liberal, seja ela como Cuckold ou mesmo como esposa
liberal, a cumplicidade, planejamento e paciência são essenciais. Onde
conversas francas e abertas não forem possíveis, também não é terreno fértil
para fantasias mais ousadas. É preciso lembrar que a convivência entre os
parceiros, após a experiência fetichista, continua no campo convencional, e até
familiar.
Estar pronto
para saber separar estes planos sem que um interfira no outro é essencial. É
necessária muita maturidade para qualquer relação entre duas pessoas dar certo.
Logo, para uma relação não convencional, envolvendo terceiros eventuais, sexo
intenso com outras pessoas, sensações como insegurança, ciúmes e autoestima,
exige uma maturidade muito maior! Eis o alerta: Não tenha pressa para preparar
o terreno de sua relação, e NÃO PULE ETAPAS. Sem cumplicidade e disposição das
partes, não há qualquer chance de sucesso.
Outro
IMPORTANTE ALERTA que posso trazer, é a escolha dos parceiros para viver as
experiências liberais. Talvez uma das mais importantes colocações que faço a
Ulisses, desde que nos conhecemos há vários anos, é a importância de escolher
pessoas certas para as práticas certas. Uma má experiência, em especial no
começo da caminhada liberal, pode determinar o fim da disposição, e o fracasso
das tentativas. Embora no imaginário do parceiro liberal exista um homem
atlético, bonito e bem dotado para dispor de sua amada mulher diante de seus
olhos, é necessário saber que nem todos os bons parceiros tem todos estes atributos.
E o mais importante deles é a compatibilidade com o casal, e sua
confiabilidade.
Ainda que o
parceiro eventual seja “descartável”, a sensação por ele produzida no casal é
DURÁVEL. Ele estará envolvido no momento mais íntimo da vida de um casal, e vai
interagir sexualmente com a mulher que o parceiro liberal ama, ou ao menos,
nutre afeto. Esta pessoa PRECISA SER CONFIÁVEL. Ou, ao menos, ser parecido com
o que se espera. Paciência, segurança digital, virtual, um encontro inicial em
local público e uma triagem cuidadosa e compartilhada, em que a cumplicidade do
casal pode aumentar as chances de uma experiência saborosa.
Mas e o BDSM?
Pois bem, no
decorrer das experiências do casal com outros homens, diferentemente do que
acontece no universo Swing (troca de casais), tende a ampliar os horizontes da
mulher no que se refere à diversidade dos parceiros. É comum relatos de homens
que passam a ter um interesse sexual muito potencializado pela própria mulher
quando esta é desejada e tocada por outros homens. Isso também tem um
fundamento biológico.
Alguns destes
parceiros liberais passam a ter preferência pela posição voyer, exibicionista
de sua parceira, ou mesmo de castidade relativa. A sensação da privação do sexo
diante da parceira, e liberação de outros homens para fazerem sexo com ela,
nascem justamente de sua adequação à sua condição beta, de macho secundário. O
prazer disso derivado não pode ser explicado, como prazer algum pode. Mas seu
fundamento está em algo que o BDSM conhece há muito tempo: SUPERAÇÃO DE
LIMITES/IMPOSIÇÃO DE NOVOS LIMITES.
Superar
limites é um prazer que precede o intelecto humano. E este impulso, que é
natural, está presente em tudo. No fetichismo, particularmente. Mas isso
depende, claro, da variante do “impulso individual determinante”
fetichista.
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O Impulso Individual Determinante no fetichismo é uma variável que existe em
cada pessoa, resultante de fatores psicoemocionais, sociais, e da construção
cultural de cada um, bem como sua forma de reagir aderindo ou opondo-se à sua
condição natural, que dá o “direcionamento determinado” de sua satisfação. Não existe
um “certo ou errado” neste impulso, e ele é tão individual quando a
personalidade, e encontra, no máximo, pessoas afins, mas nunca iguais. O “IID”
está por trás da escolha, adesão ou rendição à postura Dominante, submissa,
neutra, bivalente – como no caso dos switchers, que são pessoas que ora se
satisfazem em Dominar, ora em submeterem-se, ao mesmo ou a outros parceiros – e
pode estar recalcado em uma posição socialmente induzida, passando por
transformações que liberem ou recalquem ainda mais esta tendência, no decorrer
da vida.
Então um Dominante jamais teria prazer em
“ser corno”?
Aí está uma
interessante questão! Nada impede que... SIM!
Como foi
explicitado na nota nº², o homem tende a desejar mais a mulher que é desejada
por outros homens. Dependendo dos Impulsos Individuais Determinantes – IIDs –
que foi explicado na nota nº³, um homem de instinto Dominante pode sentir
profundo prazer em ver sua parceira interagindo sexualmente com outros homens,
ou até mesmo sendo Dominada por eles. Talvez Dominando outros homens, o que não
ocorre com ele. Quem sabe, sendo “eroticamente humilhada” pela objetificação
sexual. Pode ser que a palavra “corno” não soe agradável, ou mesmo a palavra
“traição”. Mas pode ser que sim. E quer saber? Tanto faz. O prazer de cada um é
absolutamente inexplicável, e livre de uma obrigatoriedade lógica.
E o Papel Feminino?
Não prego que
hoje em dia exista uma crise de identidade feminina na construção dos papeis
nos relacionamentos. Creio que a soberania feminina seja natural no contexto de
hoje, e especialmente onde existir afeto do homem em relação à mulher. Logo, a
mulher é uma líder natural dos relacionamentos afetivos. E talvez, nos
contextos libidinosos, a mulher tenha uma tendência a satisfazer-se ainda mais
pelas mãos de um macho Dominante. É onde afirmo ser natural uma mulher amar
homens menos Dominantes sem qualquer dificuldade. Mas desejar sexualmente um
homem de ímpeto dominante de forma quase irresistível.
A mulher de
hoje não está mais restrita aos grilhões morais da obrigatoriedade matrimonial.
A mulher tem como possibilidade fazer de si mesma o centro da sexualidade do
casal, e se sentir-se devidamente protegida no seu instinto de preservação
familiar, e que sua sexualidade não crie prejuízos à seu papel como mãe,
esposa, filha, colega e como profissional, ela certamente não terá dificuldades
em viver a plenitude de seus prazeres.
PRÁTICAS
COMUNS DO BDSM QUE REMETEM À LIBERALIDADE
Empréstimo de
Escravas(os):
Embora não
seja muito comum, o empréstimo de escravas ocorre com alguma frequência entre
Dominadores. Há pessoas no meio que abominam a prática, por questões
particulares, outras que tem por um dos principais fetiches. E não é difícil
encontrar blogs e relatos na internet dedicados ao tema. O BDSM não se opõe a
isso em suas três principais diretrizes (S.S.C.: Sanidade mental e física dos
praticantes, Segurança procedimental das técnicas, Consensualidade plena e
capacitada entre as partes.). E apesar de ter, como em qualquer meio social,
suas divisões de opiniões, há vários relatos de ocorrências entre célebres
praticantes do cenário brasileiro. Ademais, o BDSM não impede o exercício de
práticas fetichistas que não estejam incluídas nas siglas de seu acrônimo.
Dominação de Casais:
Infelizmente
ainda não é muito comum encontrar casais onde ambos sejam submissos. Seja por
barreira cultural dentro do próprio BDSM, que faz com que submissas tendam à
busca da formação de casal apenas com Dominadores, ou mesmo da afetividade de
seus Donos, ou por que submissos não sintam-se atraídos por submissas. O fato é
que não é comum a adorável junção entre mulher e homem submissos numa relação
estável.
Digo isso não
sem interesse, pois algumas das experiências mais interessantes que já
vivenciei no BDSM foram justamente com casais onde ambos eram submissos, ou ao
menos o parceiro submisso à parceira, e esta em posição neutra ou submissa a
mim. Em termos liberais, a típica, relação Cuckold/HotWife. Ou então, FemDom,
onde a mulher Domina seu parceiro através de diversos instrumentos, entre eles,
a humilhação sexual.
Nessas
práticas encontraríamos a castidade (com cintos de castidade ou simples ordem
de privação), castigos físicos, humilhação comparativa (entre dotes físicos, ou
mesmo posturais), servilidade (forçando o parceiro a servi-la diante de outro
homem, ou até mesmo, servi-lo), inversão strap-on (penetração do parceiro com
vibrador ou prótese), feminilização (forçar, ou induzir consensualmente o
parceiro ao uso roupas ou maquiagem feminina), e bi-forced (forçar ou induzir
consensualmente à prática sexual do parceiro com o terceiro envolvido). É
evidente que nenhuma das práticas é obrigatória, e podem partir da parceira
Dominante, ou depois de algum tempo de convívio e total consenso entre todos,
partir do Dominador do casal. No meio BDSM ainda é uma prática jovem no Brasil.
Em países europeus é relativamente comum.
Nos Estados
Unidos, a prática é mais “autônoma”, e destacada do BDSM fetichista, contando
com a tradicional figura dos Cuckos (maridos “cornos”), HotWifes (esposas
liberais), representada por vezes como “Rainha de Espadas”, e Bulls (machos
ativos, com grande frequência, negros e de dotes sexuais generosos). Embora
bastante cultuada no Brasil, essa versão americana da liberalidade não costuma
sustentar-se muito além das exibições fotográficas e vídeos de internet.
Especialmente pelo fato de que o brasileiro não costuma ater seu estilo de vida
a comportamentos sexuais, uma vez que apesar de extremamente liberal no sentido
fútil e superficial da sensualização banalizada, a sociedade Tupiniquim é
extremamente conservadora quando o assunto se aprofunda.
Os prazeres Requintados de Um Casal
Submisso
 |
Imagem ilustrativa de um casal masoquista. Não reflete a tendência geral. Fonte: Internet |
Descrever os
prazeres envolvidos em uma sessão sexual com um casal submisso é difícil. Mas
afirmo que as delícias são muitas. O simples fato de regar o amor e o afeto do
casal de cordeiros com orgasmos, gozo e estocadas, dispondo da esposa
plenamente entregue diante dos olhos de seu marido, e se faz capaz de sentir o
prazer da sua amada, do macho que a possui, e até mesmo o próprio, seja na
privação ou no prazer da participação que lhe for permitida, são elementos
adoráveis.
Como
Dominante, aprecio profundamente o gesto de gratidão de um companheiro manso
quando lhe entrego a sua amada como uma “cadela usada” por mim, para que
embalem seu namoro manso regado de meus cheiros, fluídos e sabores. Cena boa de
levar na mente para o banho, enquanto lhes concedo alguns minutos de
privacidade, e renovo as energias para a retomada, quem sabe, novas
determinações e aprofundamento da mansidão de meu amigo manso, com sua amada
esforçando-se ao máximo por cada gota de meu prazer.
E já que o
artigo ficou extenso, cabe salientar que o que está aqui posto não esgota o
tema, que é muito amplo, e com uma enormidade de correntes opinativas. Reflete
o que eu, enquanto homem fetichista e Dominador praticante de BDSM, observei
como passível de interface entre estes dois universos que, apesar de distintos,
frequentemente dialogam em suas práticas, inclusive não intencionalmente. E
como sou de opinião de que o “incidente” é melhor negócio do que “acidente”,
aceitei o desafio de meu caro amigo Ulisses para produzir estes apontamentos!
A quem por
ventura não conheça o BDSM, adianto que ele nem de longe resume-se ao que expus
neste breve artigo, e possui uma profundidade muito maior do que o fetichismo
puro e simples apresenta, já que se constitui de um universo particular cheio
de esquinas e cruzamentos. Com eles, riscos e delícias que não estão isentas de
perigos e oportunismos.
Para uma
compreensão do tema, convido a todos que se interessem em aprofundarem
conhecimentos no tema, a consultarem uns poucos textos que exponho em meu Blog (raramente
atualizado), que é bdsm.domjupiter.com, o Portal do Senhor Verdugo (que é um
dos maiores portais informativos do tema no mundo, onde tenho um espaço de
contribuição): www.senhorvergudo.com, e a Revista BDSM Lovers (onde contribuo
na coluna Luas de Júpiter): www. bdsmlovers.com.br/revista, e demais portais e
espaços indicados nesta fonte.
E deixo meu
canal de comunicação aberto a críticas e contribuições sobre o tema, pelo meu
e-mail: bdsm@domjupiter.com
Saudações SM
Dom Júpiter
Breve Entrevista:
É adepto de práticas de Bondage/Shibari, Dominação/submissão, e emprega técnicas sadomasoquistas para intensificação dos prazeres sexuais.
Segundo relata, vivenciou experiências por alguns anos no universo Swing, e participou como single em diversas ocasiões, antes e depois de sua adesão ao BDSM como forma de expressão de sua sexualidade e estilo de vida.
Segundo relata, vive esta face de sua vida de forma discreta, sem misturar ou influenciar sua vida social e profissional, já que atua no meio jurídico e é também funcionário público.
Como relato pessoal meu, que conheço Júpiter pessoalmente e sou suspeito para falar dele, digo que é um amigo leal, uma pessoa sempre bem disposta e de minha total confiança. Tanto o fetichista como o ser humano que é inspiram muitas pessoas a seguirem o caminho a própria realização!
Para contato, Júpiter deixa seu e-mail:
bdsm@domjupiter.com