sábado, 10 de janeiro de 2015

Artigo de Colaborador: Fetichismo Liberal e o BDSM: Um Diálogo Casual?



Bom pessoal, a meu pedido, uma pessoa que admiro muito aqui do Rio Grande do Sul, e que me ajudou a entender melhor minha própria trajetória como Manso, contribuiu com um artigo bem bacana sobre o BDSM e nossa realidade liberal. O texto é grande, mas acho que pra quem tem conteúdo, a leitura vai com certeza valer muito à pena. Obrigado, pela contribuição Júpiter!

Ulisses

___________________________________________________________________________


Fetichismo Liberal e o BDSM: Um Diálogo Casual?

O fetichismo humano tem uma diversidade tão grande de facetas, que me arriscaria a afirmar que é praticamente ilimitado. Depois de mais de uma década perambulando por muitas diferentes manifestações do impulso fetichista, e tendo escolhido o BDSM como um porto para ancorar minhas práticas nesta fase da vida, venho buscar uma interface entre o universo Cuckold e o fetichismo de Dominação sob a ótica BDSM.

Como Dominador, me senti honrado pelo convite de Ulisses para dissertar um pouco sobre o universo Cuckold, em que elementos como a “traição consentida”, a “humilhação erótica”, e até mesmo a “submissão masculina” no sentido FemDom, estão presentes até de maneira informal e desapercebida pelo meio relativo ao prazer em ver o prazer da parceira com outras pessoas. Especialmente quando existe este impulso de “renúncia ao próprio prazer físico” em detrimento do prazer da parceira e até mesmo de outros homens.

Este fetiche é muito mais comum entre homens em relação à liberação do comportamento sexual de suas parceiras do que o contrário. As mulheres tendem, de modo geral, a uma certa possessividade em relação aos seus parceiros. Mas isso encontra explicações inclusive biológicas[1] .
 ____________________

[1] O comportamento masculino “Beta”, ou de adequação à superioridade de outros homens (machos Alfa) em relação à própria mulher amada (fêmea) é comum no reino primata e mamífero como estrutura social. O instinto fêmea de copular com o macho “mais forte”, mesmo sendo uma entre muitas fêmeas, é imperativo para a garantia da reprodução e fortalecimento da espécie. Todavia, os machos “provedores Beta” mantém sua utilidade social oferendo afetividade, proteção e estabilidade às fêmeas, o que os faz “úteis”. No reino natural não existem afetividades, mas afinidade utilitária. A conversão no plano dos seres mais conscientes transforma essas naturezas em afetividade e fetichismo. Mesmo que não se aceite a hipótese, há uma rendição inconsciente diante dos imperativos naturais, seja pela adesão gradual, seja pela negação compulsiva e violenta.





No BDSM, onde o acrônimo composto trás uma série de práticas compiladas que podem ser combinadas entre elas, ou experimentadas separadamente, se divide, de modo resumido (e muito resumido!) em:
 
B (Bondage): Práticas envolvendo “escravidão” através de imobilizações eróticas, com cordas, correntes, acessórios ou restrições mecânicas ou emocionais;
 Disciplina: Jogo prazeroso de Comando/obediência, envolvendo o controle corporal, físico ou mental de um parceiro sobre o outro;
D/s (Dominação/submissão): Semelhante ao anterior, todavia, composto pelo elemento continuidade. Geralmente as relações D/s são compostas de uma parte Dominante, e outra submissa, que atual de modo hierarquizado, havendo uma relação de “Poder/dever” entre as partes. O prazer é o objetivo maior, e a prioridade em geral é o prazer da parte Dominante. Mas ainda assim, realizando o prazer em “servir” da parte submissa. Essa prática pode ser aliada ou não às outras práticas do BDSM;
S/m (Sadismo/masoquismo): A mais conhecida face do BDSM, pela qual se popularizou no mundo a partir dos anos 70, e com forte influência na estética dos anos 80, o S/m era conhecido das revistas e redes liberais com S&M, geralmente atrelado à ideia de “comportamento abusivo e violento”. Um equívoco comum, diga-se de passagem.
O S/m se compõe da soma de duas vontades que se completam:
A parte Sádica realiza-se pela imposição de sensações fortes, sejam elas dolorosas, degradantes (dentro de padrões de segurança),  ou amendrontadoras. O sofrimento controlado, como humilhação - sempre pelo ponto de vista erótico – podem estar presentes aqui. O sádico (também chamado de Top) se realiza ao ocasionar à outra parte essas sensações, seja com instrumentos, situações ou pelas próprias mãos. O prazer do sádico – ou um deles, pelo menos! – reside fora de si mesmo, pois a existência de outra parte receptiva (geralmente chamada de Bottom) é essencial para satisfazer este impulso. Atenção a esta parte, podemos estar aqui falando, por exemplo, de uma esposa que sente satisfação em fazer de seu marido um homem traído, e quem sabe, inferiorizado sexualmente diante de outro homem, ainda que em ocasião transitória.
A parte masoquista ou bottom, por outro lado, se satisfaz pela experimentação da sensação forte de sofrimento controlado. Pode ser dor, humilhação, medo ou inferiorização. Alguma semelhança aqui com um marido colocado na pouco convencional
de corno manso, traído ou submisso? Pois bem, apesar de nem todo mundo pactuar desta sensação, a notícia é um alerta: Progressivamente o homem liberal vai se aproximando destas sensações, cada vez mais disposto a elas no decorrer do tempo, conforme a disposição de cada um! E os parceiros eventuais, solteiros, singles, machos ou “comedores”, como são costumeiramente chamados na liberalidade, tendem à experimentação da posição sádica, com o tempo.

Cabe lembrar que esta é uma leitura à partir do prisma das práticas BDSM, e que a grande maioria dos maridos e esposas liberais desconhecem estas práticas, ainda que sob nossa ótica, estejam inconscientemente praticando BDSM à suas maneiras.


A Particularidade das Experiências
Por muitos anos, antes mesmo de me reconhecer e declarar um praticante de BDSM de postura Dominadora, quando então me determinei com Dom Júpiter, vivenciei o mundo liberal também como single, e parceiro de muitos casais ao longo dos anos. Esta experiência me deu a oportunidade de observar muitos comportamentos e expectativas, e estabelecer estas interfaces.

Não raro, o marido liberal, candidato a ter uma esposa que lhe dá mais prazer ao entregar seu corpo a outros homens, tem uma tendência à submissão a esta mulher, e algumas vezes, também aos homens que a possuem. Considerando ser esta uma postura julgada e condenada pela sociedade formal como bizarra e inaceitável, admitir isso para estes homens é um desafio muito maior do que que se imagina. Os conflitos e sentimentos de culpa são uma constante, e isso pode conduzir a um comportamento sexual atípico e insatisfatório.

Recebi, ao longo dos anos, muitos relatos de homens frustrados em seus relacionamentos, por viverem relações que não os satisfazem, por serem convencionais e com pessoas incompatíveis com suas fantasias. Mas o mais comum era o de homens que, ao tentarem a experiência com suas esposas, viveram uma severa sensação de arrependimento, e por vezes, atritos que levaram à separação. Este é um ponto para o qual eu trago alertas importantes:

Considerações Importantes
Para se viver uma relação aberta, liberal, seja ela como Cuckold ou mesmo como esposa liberal, a cumplicidade, planejamento e paciência são essenciais. Onde conversas francas e abertas não forem possíveis, também não é terreno fértil para fantasias mais ousadas. É preciso lembrar que a convivência entre os parceiros, após a experiência fetichista, continua no campo convencional, e até familiar.

Estar pronto para saber separar estes planos sem que um interfira no outro é essencial. É necessária muita maturidade para qualquer relação entre duas pessoas dar certo. Logo, para uma relação não convencional, envolvendo terceiros eventuais, sexo intenso com outras pessoas, sensações como insegurança, ciúmes e autoestima, exige uma maturidade muito maior! Eis o alerta: Não tenha pressa para preparar o terreno de sua relação, e NÃO PULE ETAPAS. Sem cumplicidade e disposição das partes, não há qualquer chance de sucesso.

Outro IMPORTANTE ALERTA que posso trazer, é a escolha dos parceiros para viver as experiências liberais. Talvez uma das mais importantes colocações que faço a Ulisses, desde que nos conhecemos há vários anos, é a importância de escolher pessoas certas para as práticas certas. Uma má experiência, em especial no começo da caminhada liberal, pode determinar o fim da disposição, e o fracasso das tentativas. Embora no imaginário do parceiro liberal exista um homem atlético, bonito e bem dotado para dispor de sua amada mulher diante de seus olhos, é necessário saber que nem todos os bons parceiros tem todos estes atributos. E o mais importante deles é a compatibilidade com o casal, e sua confiabilidade.

Ainda que o parceiro eventual seja “descartável”, a sensação por ele produzida no casal é DURÁVEL. Ele estará envolvido no momento mais íntimo da vida de um casal, e vai interagir sexualmente com a mulher que o parceiro liberal ama, ou ao menos, nutre afeto. Esta pessoa PRECISA SER CONFIÁVEL. Ou, ao menos, ser parecido com o que se espera. Paciência, segurança digital, virtual, um encontro inicial em local público e uma triagem cuidadosa e compartilhada, em que a cumplicidade do casal pode aumentar as chances de uma experiência saborosa.

Mas e o BDSM?
Pois bem, no decorrer das experiências do casal com outros homens, diferentemente do que acontece no universo Swing (troca de casais), tende a ampliar os horizontes da mulher no que se refere à diversidade dos parceiros. É comum relatos de homens que passam a ter um interesse sexual muito potencializado pela própria mulher quando esta é desejada e tocada por outros homens. Isso também tem um fundamento biológico[2].

___________________ 
[2] A fêmea que é desejada pelo maior número de machos é sempre mais atraente, pois reúne os elementos biológicos que favorecem a reprodução. Mesmo sem perceber, os machos são induzidos pelo interesse coletivo. Na prática, uma mulher é mais interessante para o próprio parceiro na medida em que for interessante para os demais machos que a cercam. O comportamento de alguns pode ser de “negação”, ou seja, ciumento. O de outros, instintivo, de desejo acentuado pela própria parceira. O do homem liberal é o de potencializar o próprio interesse, aumentando a exposição de sua fêmea. Exibicionismo e Voyerismo são fetiches consequentes.


Alguns destes parceiros liberais passam a ter preferência pela posição voyer, exibicionista de sua parceira, ou mesmo de castidade relativa. A sensação da privação do sexo diante da parceira, e liberação de outros homens para fazerem sexo com ela, nascem justamente de sua adequação à sua condição beta, de macho secundário. O prazer disso derivado não pode ser explicado, como prazer algum pode. Mas seu fundamento está em algo que o BDSM conhece há muito tempo: SUPERAÇÃO DE LIMITES/IMPOSIÇÃO DE NOVOS LIMITES. 


Superar limites é um prazer que precede o intelecto humano. E este impulso, que é natural, está presente em tudo. No fetichismo, particularmente. Mas isso depende, claro, da variante do “impulso individual determinante”[3] fetichista. 
________________
[3] O Impulso Individual Determinante no fetichismo é uma variável que existe em cada pessoa, resultante de fatores psicoemocionais, sociais, e da construção cultural de cada um, bem como sua forma de reagir aderindo ou opondo-se à sua condição natural, que dá o “direcionamento determinado” de sua satisfação. Não existe um “certo ou errado” neste impulso, e ele é tão individual quando a personalidade, e encontra, no máximo, pessoas afins, mas nunca iguais. O “IID” está por trás da escolha, adesão ou rendição à postura Dominante, submissa, neutra, bivalente – como no caso dos switchers, que são pessoas que ora se satisfazem em Dominar, ora em submeterem-se, ao mesmo ou a outros parceiros – e pode estar recalcado em uma posição socialmente induzida, passando por transformações que liberem ou recalquem ainda mais esta tendência, no decorrer da vida.

Então um Dominante jamais teria prazer em “ser corno”?
Aí está uma interessante questão! Nada impede que... SIM!

Como foi explicitado na nota nº², o homem tende a desejar mais a mulher que é desejada por outros homens. Dependendo dos Impulsos Individuais Determinantes – IIDs – que foi explicado na nota nº³, um homem de instinto Dominante pode sentir profundo prazer em ver sua parceira interagindo sexualmente com outros homens, ou até mesmo sendo Dominada por eles. Talvez Dominando outros homens, o que não ocorre com ele. Quem sabe, sendo “eroticamente humilhada” pela objetificação sexual. Pode ser que a palavra “corno” não soe agradável, ou mesmo a palavra “traição”. Mas pode ser que sim. E quer saber? Tanto faz. O prazer de cada um é absolutamente inexplicável, e livre de uma obrigatoriedade lógica.

 
E o Papel Feminino?

Não prego que hoje em dia exista uma crise de identidade feminina na construção dos papeis nos relacionamentos. Creio que a soberania feminina seja natural no contexto de hoje, e especialmente onde existir afeto do homem em relação à mulher. Logo, a mulher é uma líder natural dos relacionamentos afetivos. E talvez, nos contextos libidinosos, a mulher tenha uma tendência a satisfazer-se ainda mais pelas mãos de um macho Dominante. É onde afirmo ser natural uma mulher amar homens menos Dominantes sem qualquer dificuldade. Mas desejar sexualmente um homem de ímpeto dominante de forma quase irresistível.
A mulher de hoje não está mais restrita aos grilhões morais da obrigatoriedade matrimonial. A mulher tem como possibilidade fazer de si mesma o centro da sexualidade do casal, e se sentir-se devidamente protegida no seu instinto de preservação familiar, e que sua sexualidade não crie prejuízos à seu papel como mãe, esposa, filha, colega e como profissional, ela certamente não terá dificuldades em viver a plenitude de seus prazeres.

PRÁTICAS COMUNS DO BDSM QUE REMETEM À LIBERALIDADE
Empréstimo de Escravas(os):
Embora não seja muito comum, o empréstimo de escravas ocorre com alguma frequência entre Dominadores. Há pessoas no meio que abominam a prática, por questões particulares, outras que tem por um dos principais fetiches. E não é difícil encontrar blogs e relatos na internet dedicados ao tema. O BDSM não se opõe a isso em suas três principais diretrizes (S.S.C.: Sanidade mental e física dos praticantes, Segurança procedimental das técnicas, Consensualidade plena e capacitada entre as partes.). E apesar de ter, como em qualquer meio social, suas divisões de opiniões, há vários relatos de ocorrências entre célebres praticantes do cenário brasileiro. Ademais, o BDSM não impede o exercício de práticas fetichistas que não estejam incluídas nas siglas de seu acrônimo.
Dominação de Casais:
Infelizmente ainda não é muito comum encontrar casais onde ambos sejam submissos. Seja por barreira cultural dentro do próprio BDSM, que faz com que submissas tendam à busca da formação de casal apenas com Dominadores, ou mesmo da afetividade de seus Donos, ou por que submissos não sintam-se atraídos por submissas. O fato é que não é comum a adorável junção entre mulher e homem submissos numa relação estável.
Digo isso não sem interesse, pois algumas das experiências mais interessantes que já vivenciei no BDSM foram justamente com casais onde ambos eram submissos, ou ao menos o parceiro submisso à parceira, e esta em posição neutra ou submissa a mim. Em termos liberais, a típica, relação Cuckold/HotWife. Ou então, FemDom, onde a mulher Domina seu parceiro através de diversos instrumentos, entre eles, a humilhação sexual.
Nessas práticas encontraríamos a castidade (com cintos de castidade ou simples ordem de privação), castigos físicos, humilhação comparativa (entre dotes físicos, ou mesmo posturais), servilidade (forçando o parceiro a servi-la diante de outro homem, ou até mesmo, servi-lo), inversão strap-on (penetração do parceiro com vibrador ou prótese), feminilização (forçar, ou induzir consensualmente o parceiro ao uso roupas ou maquiagem feminina), e bi-forced (forçar ou induzir consensualmente à prática sexual do parceiro com o terceiro envolvido). É evidente que nenhuma das práticas é obrigatória, e podem partir da parceira Dominante, ou depois de algum tempo de convívio e total consenso entre todos, partir do Dominador do casal. No meio BDSM ainda é uma prática jovem no Brasil. Em países europeus é relativamente comum.
Nos Estados Unidos, a prática é mais “autônoma”, e destacada do BDSM fetichista, contando com a tradicional figura dos Cuckos (maridos “cornos”), HotWifes (esposas liberais), representada por vezes como “Rainha de Espadas”, e Bulls (machos ativos, com grande frequência, negros e de dotes sexuais generosos). Embora bastante cultuada no Brasil, essa versão americana da liberalidade não costuma sustentar-se muito além das exibições fotográficas e vídeos de internet. Especialmente pelo fato de que o brasileiro não costuma ater seu estilo de vida a comportamentos sexuais, uma vez que apesar de extremamente liberal no sentido fútil e superficial da sensualização banalizada, a sociedade Tupiniquim é extremamente conservadora quando o assunto se aprofunda.
 

Os prazeres Requintados de Um Casal Submisso
Imagem ilustrativa de um casal masoquista.
Não reflete a tendência geral.
 Fonte: Internet
Descrever os prazeres envolvidos em uma sessão sexual com um casal submisso é difícil. Mas afirmo que as delícias são muitas. O simples fato de regar o amor e o afeto do casal de cordeiros com orgasmos, gozo e estocadas, dispondo da esposa plenamente entregue diante dos olhos de seu marido, e se faz capaz de sentir o prazer da sua amada, do macho que a possui, e até mesmo o próprio, seja na privação ou no prazer da participação que lhe for permitida, são elementos adoráveis.
Como Dominante, aprecio profundamente o gesto de gratidão de um companheiro manso quando lhe entrego a sua amada como uma “cadela usada” por mim, para que embalem seu namoro manso regado de meus cheiros, fluídos e sabores. Cena boa de levar na mente para o banho, enquanto lhes concedo alguns minutos de privacidade, e renovo as energias para a retomada, quem sabe, novas determinações e aprofundamento da mansidão de meu amigo manso, com sua amada esforçando-se ao máximo por cada gota de meu prazer.

E já que o artigo ficou extenso, cabe salientar que o que está aqui posto não esgota o tema, que é muito amplo, e com uma enormidade de correntes opinativas. Reflete o que eu, enquanto homem fetichista e Dominador praticante de BDSM, observei como passível de interface entre estes dois universos que, apesar de distintos, frequentemente dialogam em suas práticas, inclusive não intencionalmente. E como sou de opinião de que o “incidente” é melhor negócio do que “acidente”, aceitei o desafio de meu caro amigo Ulisses para produzir estes apontamentos!


A quem por ventura não conheça o BDSM, adianto que ele nem de longe resume-se ao que expus neste breve artigo, e possui uma profundidade muito maior do que o fetichismo puro e simples apresenta, já que se constitui de um universo particular cheio de esquinas e cruzamentos. Com eles, riscos e delícias que não estão isentas de perigos e oportunismos.

Para uma compreensão do tema, convido a todos que se interessem em aprofundarem conhecimentos no tema, a consultarem uns poucos textos que exponho em meu Blog (raramente atualizado), que é bdsm.domjupiter.com, o Portal do Senhor Verdugo (que é um dos maiores portais informativos do tema no mundo, onde tenho um espaço de contribuição): www.senhorvergudo.com, e a Revista BDSM Lovers (onde contribuo na coluna Luas de Júpiter): www. bdsmlovers.com.br/revista, e demais portais e espaços indicados nesta fonte.

E deixo meu canal de comunicação aberto a críticas e contribuições sobre o tema, pelo meu e-mail: bdsm@domjupiter.com
Reiterando meu Blog: bdsm.domjupiter.com
Saudações SM
Dom Júpiter


Breve Entrevista:

Dom Júpiter é Dominador, 35 anos, gaúcho de Porto Alegre, colunista de alguns portais e revistas temáticas sobre BDSM, escreve no blog bdsm.domjupiter.com, possui um perfil no Facebook neste link: https://www.facebook.com/domjupiter 

É adepto de práticas de Bondage/Shibari, Dominação/submissão, e emprega técnicas sadomasoquistas para intensificação dos prazeres sexuais.

Segundo relata, vivenciou experiências por alguns anos no universo Swing, e participou como single em diversas ocasiões, antes e depois de sua adesão ao BDSM como forma de expressão de sua sexualidade e estilo de vida.

Segundo relata, vive esta face de sua vida de forma discreta, sem misturar ou influenciar sua vida social e profissional, já que atua no meio jurídico e é também funcionário público.

Como relato pessoal meu, que conheço Júpiter pessoalmente e sou suspeito para falar dele, digo que é um amigo leal, uma pessoa sempre bem disposta e de minha total confiança. Tanto o fetichista como o ser humano que é inspiram muitas pessoas a seguirem o caminho a própria realização!
Para contato, Júpiter deixa seu e-mail:
bdsm@domjupiter.com

7 comentários:

  1. Já acompanho o blog faz um tempo pois estou interessado em me tornar comedor de casadas no futuro mas nunca havia comentado nada no blog mas, diante de um texto excepcionalmente bem escrito e tão elucidativo e repleto de dicas tão importantes,,, Tudo que posso dizer é: meus sinceros parabéns pela verdadeira "aula"... ass: Lucas

    ResponderExcluir
  2. EXCELENTE matéria. Acho que o blog precisa de mais matérias assim sobre os mais variados assuntos do mundo corno (cuckold). O tratamento biológico e selvagem sobre os comportamentos excitam demais. Sei que dá trabalho, mas seria muito interessante continuar com essas matérias, explorando mais a parte biológica, a posição de nós, machos Beta diante dos Machos superiores Alfa na sociedade.

    Uma dica de próxima matéria seria explorar o fator biológico sobre o desejo profundo do macho beta pela procriação da parceira com o comedor Macho Alfa. Por que ocorre ? por que nós nos submetemos a tal situação e desejamos isso ? por que o dominio do comedor perante a parceira ao ponto de haver procriação ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. eita rapaz, isso seria otimo.

      Excluir
    2. Isso seria estupendo !
      E o melhor, realmente existem estudos científicos para isso
      Um dos estudos está no famoso livro de Robin Baker
      "A guerra dos espermas" (sperm wars). Seria maravilhoso discutirmos isso aqui no blog, mas é claro, sem esquecer dos fetiches e do tesão.

      Excluir
    3. cara, eu iria falar justamente sobre Sperm Wars!!! interessante saber que muitos já têm conhecimento do livro.

      Excluir
    4. Sim, Sperm Wars, um livro muito usado nos estudos sobre comportamento entre parceiro e parceira com outros machos, e que ajuda a explicar o lado cientifico dos cornos, o por que de tudo.

      Excluir
  3. Excelente texto com ótimas e bem-vindas colocações. Não pratico o BDSM. Já na área do fetiche de ver minha esposa com outro, é estranho. Me sinto o macho alfa o tempo inteiro, porem quando ela se interessa por alguém, a minha bivalência aparece aos poucos e depende da qualidade da conversa que temos. Normalmente, sou eu que dou a palavra final se iremos nos encontrar ou não. E ela aceita tranquilamente.(ainda bem que não é oba-oba).
    Eddie (o corno nem tão manso assim)

    ResponderExcluir

Seu comentário pode ser fundamental para ajudar o Blog a ficar cada dia mais agradável. Você será sempre bem-vindo de volta, e suas críticas, desde que construtivas, serão sempre consideradas com atenção! Obrigado!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...